Às vezes eu acho que você não existe,
Fica obscuro em minha memória.
Parece que foi tudo imaginação,
Piração da minha cabeça...
Eu realmente não sei o que fazer.
Me pergunto todos os dias
Como me manter sã?
Não sei,
Não faço idéia!
Eu te quero tanto junto a mim,
Que não vejo os indícios mais claros
De que sua ausência será perene,
Faz-me acordar desse pesadelo, por favor
Diz-me que nada do que digo é verdade!
Por favor!
Me tira desse transe,
Dessa insanidade!
Quero gritar e dizer,
De toda a minha falta, de toda minha carência
De todos os planos que guardei pra viver contigo.
Não quero acreditar que foram em vão,
Não posso pensar, na torpeza que seria me magoar assim
Meu espírito está machucado,
E chora a ausência desse amor
Ausência nunca aplacada com sua chegada
Por que você nunca chega!
Nunca retorna...
E às vezes, eu choro e rogo que este amor
Vá embora de mim
Rogo que eu não sinta mais assim
E após cada suplica,
Essa dor grandiosa me machuca ainda mais,
Torna-me menor, menor, menor...
E o que eu posso fazer?
Não sei, não sei como agir,
Não saberia como recomeçar
Teria eu que renascer sem memória
Em outro planeta,
E mesmo assim
É quase ou totalmente certo
Que este amor não fugiria de mim.
Cecília Monteiro
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